Terça-feira, Junho 5

decadência mentol (ou: ainda os difíceis dias da separação do SG)

O escritor trabalhará sobre o efeito de paixões, depressões, inferno e guerras, ambientes de fumo e ruído, inebriado por substâncias que saltem ao eixo com a lei. Fá-lo-á depois de casamentos e funerais; por vezes, durante. Às horas mais ou menos impróprias, perdido de riso ou de choro. Escreverá em qualquer momento, coroado de glória ou arrastando a sua sombra pelas ruas onde ninguém sabe o seu nome.
Só não aceitará a decadência de tentar rubricar literatura com pastilhas de mentol por companhia. Ah, não. Nessa figura, ninguém o apanha. Haja dignidade. Decência. Era o que faltava. A espiral do mentol. Pff…